31 de maio de 2012

Comentando: Saint Seiya Ômega #9

Palaestra está tomada pelo poder nefasto de Marte, tendo como conseqüência a restrição da Cosmo Energia. O grupo de Marcianos que invadiram a arena ordena que os bronzeados sirvam seu senhor. O inimigo que lidera a tropa selecionará os guerreiros. Mas o líder e seu bando são impedidos pelos alunos que foram estimulados pelas palavras e ação do Prof. Geki.

Na prisão, Haruto de Lobo se apresenta e demostra suas habilidades ninjas. Eu adoro ninjas (*_*). Porém, a combinação do universo Shinobi com os Cavaleiros de Athena não me passou ser uma boa aliança. Creio que me acostumarei, já que qualquer interação com outras artes de combates são validas. Sendo implantada da forma certa, tudo bem. Só que no momento, não consegui apreciar.

Houve finalmente a estreia do cenário das 12 Casas do Zodíaco. Fiquei contente em ver um lugar conhecido. Entretanto meu animo logo foi despedaçado quando as casas zodiacais foram destruídas por Marte através do elemento Luz da falsa Athena. Eu já estava detestando os Marcianos, imaginem agora (>_<). O que me intrigou na demolição foi à forma como Marte apoderou-se do poder da garota. Supostamente a barreira protetora está lá, guardando o Santuário, mas ele não teria força suficiente para tal evento? Creio que o vilão não seja o boss.

Santuário de Athena!

Ainda aprisionado, o ninja observou a ordem que os guardas Marcianos têm em absorver o cosmo dos cavaleiros prisioneiros para algum objetivo até agora desconhecido. Esse por menor aumentou minha suspeita de que tem caroço nesse angu. Acredito que Marte seja subordinado ou controlado por alguém. Então, para manter sua força ele precisa de energia. Minhas teorias malucas são de uma fã que não está lendo spoiler. Parei de ler revelações sobre a história para poder ter mais liberdade de imaginar. Gosto de ter o gostinho da surpresa a cada capítulo (^-^).

A forma de fuga da prisão, planejada e executada por Haruto, é clichê, mas sempre tem uma conclusão eficiente XD. Só ninjas poderiam pensar em tais coisas rsss. Enfim, eles fogem da prisão graças à esperteza e destreza do Cavaleiro de Lobo. Kôga também ajuda a saírem do edifício através da junção de seu cosmo com a energia da garota misteriosa. Logo eles são atacados pelos irmãos Marcianos. Haruto veste sua armadura. A transformação cheia de elementos teve uma duração maior que as demais. Quando não tem nada para encaixar naqueles minutos restantes, transformações longas é a solução (^_~). Estou criticando, mas achei divertida.

Gostei da personalidade séria do Haruto. Ele dá algumas patadas, mas não é arrogante como o Eden. Achei a vestimenta da constelação de Lobo muito bela. As cores com tons musgo combinaram com seu elemento de domínio. Detalhe para o saiote que tem praticamente a mesma aparência dá do Fenrir de Alioth.

A cada Marciano que aparece minhas esperanças em Ômega vão diminuindo. Animes de combate tem que ter adversários interessantes. As lutas tem que proporcionar ansiedade, suspense e vibração. Os Marcianos apresentados até agora estão piores que os Espectros mais fracos do exercito de Hades.

O desfecho do episódio foi o Prof. Geki impedindo os inimigos de avançarem, apresentando uma deixa para os bronzeados principais fugirem. Unindo suas forças, eles saem de Palaestra em direção ao Santuário de Athena com a intensão de salvar a garota que ajudou Kôga. (...) Por falar em Bronze, alguém viu o Órion?

De certa forma o 9ª episódio me agradou. Creio que ele tenha concluído bem a apresentação da escola para cavaleiros. Seria sacal prolongar tal ambiente. O que ainda me desagrada são os adversários e suas lutas desastrosas. Espero que os 52 capítulos planejados não foquem somente em Marte.

Para conferir as resenhas dos episódios anteriores clique #01, #02, #03, #04, #05, #06, #07 e #08.

25 de maio de 2012

Comentando: Saint Seiya Ômega #8

Começamos o episódio com mais uma rápida luta do Órion. Os 4 finalistas já estão decididos: Yuna Vs. Ryuho e Kôga Vs. Eden. Como de costume, o torneiro será interrompido, pois a carruagem angelical transportando Athena acaba de chegar a Palaestra. Enquanto Pégaso deveria descansar para enfrentar seu adversário, ele escapa para verificar se o cosmo gentil é realmente de Saori.

Assim que a carruagem pousa, o diretor e duas personagens a lá Enfermeira Joy ou Policial Jenny, estão recepcionando a chegada da Srtª Athena. Já dá para notar que essa moça não é a Saori. Veja os três indícios que denunciam a fraude: extrema magreza, vestido de gola Drácula e cabelos não amostra. Kido tem mais corpo; o vestido não combina com seu figurino; e ela nunca prendeu o cabelo. Assistir Sherlock (*¬*) dá nisso XD. Voltando ao assunto...

Marte Ataca! quando Kôga chega ao local onde se encontra a falsa Athena. Ragno de Aracne tem o mesmo estilo de poder que o prateado Arachne de Tarantula, só que sem graça e com os gêmeos / ilusões. A luta foi um fiasco, mas o golpe conclusivo do Pégaso foi muito bacana. Numa velocidade mais rápida teria um efeito visual melhor.

Desvendei todos os pontos da falsa Deusa da Sabedoria. Caso solucionado! rsss Bem, a garota de cabelos azuis / verdes está sobre o controle dos Marcianos. Fiquei com dó dela, a coitada estava tão depressiva quando Kôga de certa forma a libertou da hipnose, que acredito seja controlado pelo colar que ela porta.

O diretor chega à sala e repete o mesmo discurso de que o cavaleiro não pode duvidar da identidade da deusa. Então Ionia revela seus verdadeiros planos e identidade. O grandalhão é Cavaleiro de Capricórnio e está servindo Marte. Zeus do Olímpio, outro traidor! (O_O) Achei o visual da armadura bacana, o elmo é do estilo da animação clássica, mas por incrível que pareça me deu a impressão de que o traje é maior que o corpo do personagem.

Currículo Lattes do Ionia: Cavaleiro de Capricórnio, diretor da instituição Palaestra e subordinado de Marte.

Enquanto isso, o combate de Yuna contra Ryuho começa. Porém os dois ficam papeando sobre o tempo levemente nublado. O Prof. Geki teve que alertá-los que já era o momento de elevar o cosmo.
 
Voltamos ao ápice do episódio. Kôga e Ionia se enfrentam. O traidor revela que já tinha se retirado das batalhas, mas quando Athena chegou a Palaestra, ele renasceu como Cavaleiro de Ouro. Ele declara que já enviou vários guerreiros da escola para servir Marte. E admite ser o traidor supremo que ajudará seu mestre a criar um novo mundo. Achei curioso o golpe do dourado, e me espantou a cabeça do Kôga girar quase 360º.

Outro detalhe, no enfrentamento contra o capricorniano, Pégaso dá um soco na região da cabeça de seu adversário, trincando a armadura na área da mão. Será que no futuro próximo veremos Kiki?! Tá, um pequeno dano não impediria outras batalhas, e a armadura poderia auto curar-se. Mas seria tão emocionante vê-lo crescidinho (^.^).

Então, Palaestra se transforma em uma prisão das trevas devido à quebra da barreira que foi rompida através da energia da garota que detém o elemento Luz. O torneiro é cancelado, não saberemos quem seria @ vitorios@. Ionia foge com a menina na carruagem encantadora.

Kôga é enviado para a prisão dos Marcianos que fica logo embaixo da escola. A cena do caminho para o subsolo é parecidíssima com a entrada para o Reino de Hades. Como o Mekai foi devastado, o terreno desvalorizou e Marte alugou o espaço para os negócios. Até os soldadinhos lembrou bastante os espectros rasos. Bem, aprisionado, o jovem conhecerá o último integrante do grupo.

O capítulo foi curioso, com algumas revelações, dando uma levantada no animo, pois tudo indica que a verdadeira ação está para começar. Em relação à animação, achei que estivesse assistindo um desenho feito em flash.

Para conferir as resenhas dos episódios anteriores clique #01, #02, #03, #04, #05, #06 e #07.

21 de maio de 2012

40 anos de Versailles no Bara!!

Riyoko Ikeda tinha 24 anos quando começou a escrever a história de Maria Antonieta. Ela queria mostrar esta jovem rainha, assim como O Palácio de Versalhes. Há 40 anos a mangaká deu origem a Versailles no Bara (ベルサイユのばら), um título que fez mergulhar milhares de leitores na trajetória da Revolução Francesa.

A Rosa de Versalhes foi o primeiro mangá histórico direcionado para o público feminino. E o cenário que engloba grande parte da história, Le Château de Versailles, ficou mais conhecido no Japão graças a Riyoko. Ainda hoje a obra clássica de Ikeda é sucesso de público e crítica. Eu a considero atemporal. Com certeza Oscar François marcou e marcará muitas gerações.

Tive o primeiro contato com o título através do anime, que se destaca pelo ímpar traço de Shingo Araki e Michi Himeno. Só consegui ter acesso ao mangá no ano passado, no idioma original das personagens. Ao ler o quadrinho, tornou-se quase impossível distinguir a criação dos acontecimentos históricos, a autora entrelaçou-os harmonicamente.

O triunfo de La Rose de Versailles é devido a sua história de qualidade, arte e por materializar os eventos e sentimentos. Deixo registrada minha homenagem a esse incrível mangá que incentivou “rosas” a tomar as rédeas do seu destino.

20 de maio de 2012

La Rose de Versailles [Vol. 1, 2 e 3] – Riyoko Ikeda


Versailles no Bara (ベルサイユのばら) é um dos clássicos mangás shoujo mais conhecidos no ocidente. Na França o quadrinho foi relançado em uma versão especialmente caprichada celebrando antecipadamente os 40 anos da obra de Riyoko Ikeda. Uma oportunidade de ouro para ler e ter na coleção um imponente clássico.

A inspiração da autora veio da obra de Stefan Zweig, que contribuiu para despertar seu interesse pela figure de Maria Antonieta. Ikeda comenta que os eventos em La Rose de Versailles foram inspirados no livro do escritor austríaco. Inicialmente o foco seria a trajetória da ultima rainha da França, mas ao desenvolver o projeto do mangá, ela criou personagens e histórias que seriam capazes de atrair o público.

Um detalhe curioso e que vale ser destacado, é o título. Segundo a autora, não se trata somente “da rosa”, mas “das rosas”. Assim como as cores da flor que estão associadas a um significado diferente, “as rosas” de Versailles no Bara são representadas da mesma forma. Na França o título foi traduzido literalmente do original, mas atingiria melhor a idéia da Riyoko no plural “Las Roses...”.

Na época de produção, a mangaká passou por muitos desafios até finalizá-lo. A primeira barreira foi convencer os redatores que um shoujo histórico poderia ser uma grande aventura. Ela ouviu frases desestimulantes e desagradáveis de seus colegas de trabalho, afirmando sem nenhum embasamento, que garotas não se interessavam por história. Riyoko provou totalmente o contrário, chegando ao seu limite físico e mental.

No Japão, A Rosa de Versalhes foi publicado durante 82 semanas, da primavera de 1972 ao outono de 1973. Foram vendidos 12 milhões de exemplares. Estimuladas pela riqueza histórica do mangá, suas leitoras buscaram por mais informações lendo livros sobre a Revolução Francesa e trocando idéias com seus professores de história. Sucesso imediato e que perdura até hoje.

Os franceses têm um carinho muito especial por La Rose de Versailles, pois retrata um dos períodos mais importante da história da França. Em sua visita ao Palácio de Versalhes, no ano passado, Ikeda recebeu o título de “Chevalier de la Légion D'honneur” (Cavaleiro da Legião de Honra). A condecoração honorífica francesa é uma recompensa aos méritos eminentes militares ou civis à nação, instituída em maio de 1802 por Napoleão Bonaparte.

Seus personagens históricos e fictícios são marcantes pela complexidade. Todos foram minuciosamente construídos dentro dos fatos. É fenomenal ver como as personagens evoluem ao passar da trama e conseguem impor presença na trajetória verídica.

Maria Antonieta, uma figura histórica odiada, Riyoko a representa como uma rainha carinhosa e insegura. Mas não deixando de mostrar cronologicamente os erros que Antonieta cometeu no mundo da política e na época dos escândalos que terminou por afastá-la do povo.

Mesmo tendo antipatia por Maria Antonieta, ela não foi à única responsável pelas ações que provocaram o desmoronamento da França. Luís XVI negligenciava os seus deveres reais a favor da caça e do tempo passado na sua oficina de serralharia. Os nobres viviam de banquetes e muito luxo na corte. Os impostos eram pagos somente pelos trabalhadores, camponeses e a pequena burguesia comercial com o objetivo de manter os luxos da nobreza. A corte francesa sugava sem dó um povo miserável.

Oscar François de Jarjayes, 6ª filha do General de Jarjayes (personagem baseado na figura histórica de François Régnier de Jarjayes). Foi criada como um menino a fim de seguir a tradição familiar. Oscar estudou a arte do sabre, estratégia e política, tornando-se uma perfeita capitã da guarda real. A autora revela que Oscar foi inspirada em várias figuras masculinas da época, assim como na sua personalidade e experiência pessoal.

Para mim, Oscar é a grande protagonista da série. Uma rosa branca profunda e reservada, que representou a ruptura do gênero. Ela conduz sua vida, decide ser soldado, tem senso de humor, contesta o pai, se interessa pelas idéias iluministas, e é ela quem convida André para ir ao seu quarto ter uma noite de amor. Uma personagem que apresenta consciência em perceber erros e ir a favor da maré de seus ideais, mesmo que para isso se afaste das pessoas queridas. Ela é sincera consigo mesma e com o povo.

Desde pequena Oscar cresceu ao lado de André Grandier, o plebeu neto da governanta que serve a família Jarjayes há anos. Os dois construíram uma amizade solida que foi se transformando em amor. A paixão despertada derruba qualquer preconceito de classe. O afeto que André sente por Oscar é puro e intenso. Sou suspeita pra falar dele, já que sou apaixonada por essa personagem.

Ikeda pede desculpas pelos erros cometidos no uniforme da guarda francesa, que são na verdade da guarda real. Ela revela que não pôde modificar na época por não ter recebidos os documentos a tempo. O característico uniforme de Oscar data do começo do século XIX, da época de Napoleão. A autora revela que escolheu este uniforme pelo aspecto estético.

Acredito que a popularidade de La Rose de Versailles seja devido à naturalidade da união de Oscar e André, mostrando um romance adulto entre iguais; arte impar; narrativa lírica e dramática; a riqueza dos detalhes históricos; e por retratar através de suas personagens femininas as inquietações das mulheres de sua geração, incentivando-as a tomar o controle de sua consciência.

O diferencial desta edição comemorando os 40 anos foi à inclusão do gaiden La Comtesse en Noir (黒衣の伯爵夫人), publicado em fevereiro de 1974, que conta a história de terror da condensa vampiresca. E também reunindo quatro aventuras da sobrinha de Oscar, Loulou de la Rolancy, no volume 3.

Assim como a “História” que nunca envelhece, a obra atemporal de Riyoko Ikeda é respeitada por japoneses e estrangeiros. E mesmo hoje em dia, depois de todos esses anos, a criadora ainda receber cartas de fãs do mundo inteiro. Versailles no Bara foi revolucionário por mostrar “rosas” independentes e fieis aos seus próprios ideais. Um símbolo da juventude da mangaká. Uma obra que viverá em nossos corações por se mostrar intacta ao tempo.